Chanel

[CURIOSIDADE] Mulheres que marcaram o mundo da MODA.

quarta-feira, abril 02, 2014

 
Oii minha gente?
Então, nós blogueiras, sempre estamos em busca de conhecimento afim de melhorar cada vez nosso conteúdo e trazer mais informações para vocês. E nada melhor do que relembrar as mulheres que fizeram esse nosso mundo da moda mais bonito, interessante e que nos trouxe inspiração para construirmos tendências maravilhosas e quebrar alguns tabus sobre a moda! Existem mulheres que ajudaram na construção da historia da moda que não podemos deixar de saber um pouco mais sobre elas.
 
 
Vamos lá?
 
Elsa Schiaparelli: 


Elsa era italiana e escreveu a  história da moda francesa durante as guerras. Elsa Schiaparelli esteve à frente do seu tempo e padrões normatizadores para as moças da época. Estudou na Suiça e em Londres. Casou com um filósofo, teve uma filha, morou em Nova York, separou-se e rumou à Paris. Escolheu a criação e o estilismo como maneira de expressão e sobrevivência. Em 1929 realizou sua primeira coleção e ganhou a saudação de  ”rara criadora do momento”. Mas, foi na interação da moda com arte que Schiap, como era chamada, acreditou encontrar a verdadeira forma de vestir.

Maria Antonieta: 
 
 
 
Sua vida foi marcada pela infelicidade de um casamento frustrado. Isso levou a jovem a consumir roupas e criar um estilo marcante de forma desenfreada. De tão extravagante, ficou conhecida como a rainha da moda e sua cabeça rolou na guilhotina no estopim da Revolução Francesa. Filmes, livros e até comerciais são inspirados nessa mulher que usou a moda como forma de expressão, e que pagou um alto preço por isso.
 
 
Chanel:

 
 
Gabrielle Bonheur Chanel nasceu em Saumur, na França, em 1883 e faleceu em Paris no ano de 1971. Tempo necessário para revolucionar o mundo da moda, marcando definitivamente seu nome e estilo como um dos maiores ícones da alta costura. Conhecida como Coco Chanel, foi uma mulher determinada para a liberdade e a conquista da sua criação, rompendo os padrões estabelecidos do vestuário opulento da Belle Époque com seus forros, armações e corpetes. Deu asas às transformações dos anos 20, principalmente pelos ideais de conquistas do feminino. Como representante das entreguerras mundiais, Chanel fez da própria imagem um significado destas mudanças. Vestida de calça comprida dos namorados, com cabelos curtos e chapéu de palha expôs uma proposta de visual andrógino que logo seduzia pelo seu empoderamento. Se converteu no prótotipo da garçonne, símbolo da mulher moderna e altiva.
Sua moda proposta para o período escasso e  doloroso do pós-guerra era simples e prática, utilizando matérias primas inusitadas e baratas como a malha de jersey, usada na roupa íntima masculina. Foi a primeira a proclamar que o busto das mulheres não era caixa forte e a insistir no uso das bijuterias, com seus famosos colares de pérolas falsas. E mais: encurtou o comprimento das bainhas para mostrar o tornozelo, como também vestiu a peça mais masculina de todas nas mulheres: a calça comprida! Como se não bastasse instituiu o uso de sapatos baixos, dando mais conforto e praticidade  aos passos largos que levavam às transformações femininas. A sua moda estava cheia de representações para outros milhares de mulheres que a viam como um ideal de mudança. A estilista mandou seu recado ao criar roupas onde as mulheres pudessem se sentir donas do próprio corpo, do seu poder e movimento de conquistas.

Mary Quant:



 
Os anos 60 e o movimento da contracultura precisavam ter corpos livres. Para isso, nada mais audaz do que as pernas de fora para as mulheres caminharem com rapidez em busca de seus direitos e de sua expressão. A estilista inglesa Mary Quant (se não foi a criadora original) foi a que expandiu a ideia das minissaias, encurtando o comprimento dos vestidos e saias das mulheres. Um escândalo para a época, com ondas de protesto e, ao mesmo tempo, sedução. As flores de sua marca foram utilizadas como símbolo da cultura Flower Power, já que se identificava com a subversão dos padrões normatizadores da sociedade de então.

A própria estilista tinha esta postura inovadora com seus cabelos geométricos e colants de malhas coloridas e de diversos padrões. Ficou conhecida como a rainha do “Swinging London”. Sua moda era para jovens que queriam uma roupa que traduzisse o momento de contestação comportamental e de valores. A sexualidade livre, os direitos das mulheres e das diferenças culturais combinavam com a criação proposta por Mary Quant: alegre, descontraída, quebrando padrões estéticos. As inspirações vindas das ruas e transformadas em bens de consumo eram vendidas na sua famosa loja Bazaart. Seu compromisso com a mudança se deu em vários níveis. Criou carteiras com correias compridas, tops de crochês, cintos largos nos quadris, malha canelada marcando o corpo e inseriu muito plástico no vestuário e acessórios como símbolo do futurismo e crença positiva de que melhores dias viriam.
 
 
Marilyn Monroe:
 
 
 
 
Ela não foi estilista, não foi modista, mas uma das atrizes mais famosas do mundo criou praticamente um padrão de beleza, principalmente nos Estados Unidos. Sexy, Marilyn morreu jovem mas teve tempo de marcar a história da beleza ocidental com seus vestidos esvoaçantes, sem corpo incrível e sua boca vermelha.
 
 
Carmen Miranda:
 
 
 


Essa brasileira (nasceu em Portugal e veio para o Brasil ainda criança) foi a primeira a fazer sucesso lá fora. Baixinha e de rosto e voz marcantes, Carmen Miranda bolava seus figurinos e popularizou um calçado que a gente usa até hoje, o plataforma. Exuberante e exagerado, seu figurino refletia a natureza, as cores e a alegria do nosso país tropical. Acho que até hoje os norte-americanos pensam que a gente se veste assim todos os dias para ir ao supermercado, kkk

 
Audrey Hepburn:

 

Linda e nunca fora de moda, essa atriz é um marco de elegância e glamour, ela jamais sai de moda. O tubinho preto famoso e imortalizado por ela foi criado por Givanchy e é desejado por mulheres do mundo inteiro até hoje. Clássica, feminina, uma verdadeira Bonequinha de Luxo.
 
 
Twiggy:
 
 
 
 
Marcou o mundo da moda com seus cílios enormes e com uma beleza moderna e jovem.. Essa expressão de delicadeza e doçura foi capa de muitas revistas nos anos 60 e foi considerado o rosto mais emblemático da Inglaterra. Muitos maquiadores se inspiram no olhar de Twiggy e na sua maquiagem de maneira geral. Seus 1,67 de altura conquistaram todos os fashionistas da época e se tornou a primeira Top Model do mundo. A cara de uma década de mudanças e liberações.
 
 
Zuzu Angel:


 
Zuleika Angel Jones apesar do nome americanizado tinha os pés nas raízes frondosas da criação brasileira. Foi a primeira mulher estilista no Brasil que construiu uma identidade da moda tropical, com uma mistura quase sincrética de artesanato e cultura popular com os ares modernos e turbulentos dos anos de 1960 e 1970. Transgressora numa época em que todos copiavam as tendências europeias, criou uma moda que legitimava um Brasil sem fronteiras, valorizando sua diversidade e beleza, sem medo de utilizar materiais tidos como “pobres”. Mesclou chita, fitas, rendas tingidas e aplicadas sobre tecidos nobres como as sedas, além de um instigante trabalho de estamparias de pássaros, borboletas e papagaios. A estilista inovou também no uso de pedras brasileiras, madeira, conchas das praias e fragmentos de bambu. Escandalizava com vestidos feitos com tecidos de colchão e toalhas de mesa. Quis vestir a dona-de-casa e a mulher comum, mostrando que a moda era possível para todos. Seu trabalho ganhou o mundo com desfiles internacionais, como em Nova York, em 1970, quando apresentou coleções inspiradas na companheira de Lampião e na história do cangaço nordestino. Projetou a “mulher rendeira” e Maria Bonita, além de fazer uma homenagem à Carmem Miranda como figura símbolo do Brasil.
No entanto, nem tudo foi composto de flores e cores. Zuzu também foi pioneira em fazer da moda um protesto contra a ditadura militar que sequestrou seu filho Stuart Angel Jones, estudante e ativista político. Começou um caminho em busca do filho e depois de sua morte fez da moda revolucionária uma vitrine para as denúncias de tortura no país. Em 1971, em Nova York, na sede do Consulado do Brasil, ela revela toda a dor de uma mãe através de um desfile que entrou para a história. Roupas brancas e bordadas com anjos negros e machucados, tanques de guerra, pombas escuras, crucifixos, pássaros engaiolados e sol atrás das grandes. As modelos usaram faixas pretas de luto e andaram numa simulação de cortejo fúnebre. Os anjos viraram símbolo contra a ditadura militar e permaneceram como ícone da sua marca. Por sua coragem de denúncia e sua voz ativa ou metaforicamente revelada em sua moda, Zuzu Angel acabou morta em um atentado provocado pelos militares em 1976. Segue imortalizada na sua moda política, na criação por um Brasil mais brasileiro e uma democracia cultural e libertária. O compositor e cantor Chico Buarque a homenageia com a canção Angélica, na qual pergunta: “quem é essa mulher?”.
Eitaaa que é mulher! Mas não são só essas não, ainda tem muito mais. Resolvi fazer esse post a partir da minha vontade de conhecer um pouco mais sobre a moda e saber de onde ela veio e quem são as mulheres que de alguma forma mudaram seus estilos e ficaram conhecidas por sua coragem de se reinventar. Espero que tenham gostado, grande beijo!
 
 
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